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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CIGARRO DAS AMÉRICAS






A conquista das árvores. Havia em meu imenso quintal três grandes jabuticabeiras, uma das quais era a que fazíamos de uma espécie de carrossel ao contrário. Seus galhos amplos e abertos permitiam que, lá de cima, pudéssemos rodeá-la pulando de galho em galho, num caminho que descobrimos e que nos encantava. 


EGLE




As árvores faziam parte de nossa vida. Davam frutos, abrigo e motivos de brincadeiras. A grande mangueira foi uma das últimas a ser conquistada. Um pé de manga-rosa que pontificava no quintal. Do alto de seus galhos, podíamos ver uma grande extensão do vale abaixo, assim como do morro já pontilhado de casinhas de chaminés fumegantes do bairro da Nova Lavras. Ficávamos horas lá em cima. Olhando a paisagem, conversando, dando risada. No sopé de seu enorme tronco, construímos, uma vez, com mandacarus, um laboratório... um laboratórios de misturas improváveis, de que nem bom falar muito... Melecas de moleques.