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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
CAPORAL AMARELINHO
Esse grupo escolar ficava (ainda fica...) na praça Doutor Jorge, que chamávamos, nem sei bem por quê, de "praça dos cachorros". Do outro lado, ficava minha casa, num terreno enorme, de mais de cem metros de comprimento. A velha e ruinosa casa fora construída bem no meio desse terreno, que era em declive. De modo que havia uma longa subida da casa até a rua. E uma longa descida, da casa até a outra rua, a de baixo, que foram ambos - a praça e as ruas "de baixo" - palco de muitas de nossas travessuras.
CONSUL
A frente da velha casa tinha uma horrorosa pintura verde. Entre as duas janelas, pintei uma vez o número 246, com grande esforço, o mais alto possível, o desenho irregular, algo bem próximo do pavoroso. Muitos anos depois, eu e o Vitório demos muita risada ao constatar que eu ficara na ponta dos pés para desenhar um número que mal atingia a nossa barriga. Éramos, sim, muito pequenos.
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