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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CAPORAL AMARELINHO





Esse grupo escolar ficava (ainda fica...) na praça Doutor Jorge, que chamávamos, nem sei bem por quê, de "praça dos cachorros". Do outro lado, ficava minha casa, num terreno enorme, de mais de cem metros de comprimento. A velha e ruinosa casa fora construída bem no meio desse terreno, que era em declive. De modo que havia uma longa subida da casa até a rua. E uma longa descida, da casa até a outra rua, a de baixo, que foram ambos - a praça e as ruas "de baixo" - palco de muitas de nossas travessuras.

domingo, 26 de agosto de 2012

LUIZ XV




Estripulias de que nos arrependemos - e muito! Um casal de namorados se agarrava num dos bancos da praça Dr. Jorge. Não sei por que motivo, eu e o Vitório fizemos a sacanagem de vir por trás da moita e dar-lhes um banho e depois saímos correndo. O rapaz foi-se queixar com meu tio, que tinha uma sapataria na frente. Levamos bronca, claro, mas soubemos depois que meu tio - um pândego! - também se divertiu muito, o sacana. 

MARROCOS






Estripulias de que não nos arrependemos, mas nas quais quase nos demos mal. Uma delas diz respeito ainda às famigeradas jabuticabas. Não satisfeitos de termos ao nosso dispor as jabuticabeiras de minha casa, eu e o Vitório, uma vez, não resistimos e pulamos para o quintal vizinho, onde havia também frutos maduros que ninguém colhia. Acontece que nesse terreno havia uma pocilga e todo fim de tarde ia lá um sujeito com um grande balde de lavagem para tratar dos porcos, limpar tudo etc. Distraímo-nos, eu e o Vitório, lá em cima e, quando percebemos, lá estava o cara - que nos viu, claro, e ficou puto da vida. Sem saber muito bem o que fazer, tratou dos porcos, limpou o chiqueiro... e nós lá cima, transidos, paralisados. Então, de repente, ele rosnou: - "Vou dar é uma coça n'oceis... " E começou a procurar um pedaço de pau. Despencamos lá de cima e, como um raio, passamos pela cerca de arame farpado, subimos correndo, passando por dentro de minha casa, onde minha mãe costurava, e fomos nos esconder nos arbustos da Praça Dr. Jorge.




SUDAN






A reunião dos três amigos - eu, Augusto e Vitório - ocorria quase sempre na esquina no lado direito do antigo prédio Salvador Zagotta, que dominava a praça doutor Jorge, onde havia uma "porta-janela" com um vão alto, onde sentávamos para conversar, filosofar, contar piada, com certeza para desespero dos moradores ao redor, embora não tenha lembrança de reclamação. Acho que íamos cedo para casa, naquele tempo. Esse prédio foi demolido há pouco.