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domingo, 26 de agosto de 2012

QUE TAL






Outra volta no parafuso das lembranças. Uma louca viagem de bicicleta. Os três - patetas! - resolvemos fazer uma aventura em cima de uma magrela: ir de Lavras a Perdões , e voltar, pela nova estrada - asfaltada - que ia até a Fernão Dias e nos levaria à cidade vizinha. Um novo parêntese: Vitório nascera em Perdões, embora se considerasse mais lavrense do que qualquer um de nós. Só nascera lá. E ainda tinha parentes lá.


QUERO-QUERO




Preparamos tudo para a aventura. Acho que seria a aventura de nossas vidas. E pusemos o pé na estrada. Ou melhor, as rodas... E que estrada! Parecia não ter fim, nos seus meandros entre descidas e subidas de morros. Haja subidas e descidas. Nossos restos mortais chegaram a Perdões. E voltar? Seria, para mim, um suicídio - era o menos preparado dos três para esse tipo de loucura. Devo louvar a coragem do Vitório e do Augusto: voltaram de bicicleta. Eu coloquei a minha num ônibus e fui curar mais cedo a quebradeira do corpo.