Sempre que ouvia uma grande algazarra na saída das aulas, minha mãe subia correndo até a praça, pois sabia que estávamos aprontando alguma: geralmente uma briga com meninos de outras ruas, de outras turmas, em guerras previamente combinadas, das quais saíamos muitas vezes com escoriações leves e o coração mais acelerado pela aventura. Nada muito grave.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
CARUSO LUXO
Sempre que ouvia uma grande algazarra na saída das aulas, minha mãe subia correndo até a praça, pois sabia que estávamos aprontando alguma: geralmente uma briga com meninos de outras ruas, de outras turmas, em guerras previamente combinadas, das quais saíamos muitas vezes com escoriações leves e o coração mais acelerado pela aventura. Nada muito grave.
ELDORADO
Batalhas de moleques. Não se restringiam às pequenas brigas no final das aulas. Tínhamos uma rusga especial com alguns moleques da rua de baixo. Nem sei por quê. Apenas não nos suportávamos. Eram os "inimigos", numa eterna batalha por território. Ou apenas pelo prazer de brigar, como nos gibis e nos filmes de mocinho e bandido. E, claro, nós nos considerávamos os mocinhos...
ELMO COM PONTEIRA
Estripulias de que nos arrependemos depois. Uma vez, numa dessas batalhas com a turma da rua de baixo, geralmente travadas com pedras arremessadas com as mãos, usei uma arma mais letal, um estilingue, com que abri a cabeça de um dos moleques. O sangue derramado deu fim à luta e, depois, a bronca dos adultos arrefeceu as hostilidades.
domingo, 26 de agosto de 2012
KEMPER
Na saída da escola: um dos meninos, o Baltazar, era o fortão da turma. Ganhava todas as brigas. E lá estava ele a desafiar a todos. Então, saíamos eu, o Vitório e o Paulinho, o mais franzino e "nerd" da turma (se nerd houvesse naquele tempo). Vendo a briga, virou o Paulinho para nós: "Vamos brigar também?" Tirou a canequinha do cinto, pôs os livros no chão e, todo lampeiro, pulou nas costas do Baltazar. Este só olhou para trás, deu-lhe um balão por cima da cabeça e deixou-o estatelado na grama... para nossa diversão. Assim era o Grupo Escolar.
MARYLAND
As cercas - sempre de arame farpado - não eram empecilhos para nós. E outra estripulia - essa até que foi uma grande bobagem - aconteceu uma vez no bairro que ficava no morro em frente à minha casa, no velho bairro da Nova Lavras. Eu e o Vitório andávamos por lá e nos desentendemos com um moleque. Desentendimento é o eufemismo para briga. E a mãe do menino entrou no meio e nos ameaçou. Já nos afastando da encrenca, resolvi, muito macho, xingar a fulana e soltei um alto e sonoro "rapariga"! A mulher subiu nas tamancas e saiu correndo atrás de nós com um pedaço de pau. Atravessemos mais uma vez como um raio a cerca de arame farpado, onde deixamos alguns retalhos de nossas camisas, e desabalamos para casa. Não sabíamos, naquela época, eu e o Vitório, que o termo "rapariga" podia ser tão ofensivo. Inocentes!
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